AS PUPILAS DO SENHOR REITOR LIVRO PDF

Seu carбter moralizador e a religiosidade que perpassa por todo o romance, a bondade capaz de chegar a extremos quase incrнveis de sacrifнcio pessoal, sгo alguns dos ingredientes que transformaram em muito pouco tempo o autor desconhecido em sucesso nacional. A calma da cidade do interior Ovar - Portugal e a observaзгo da vida simples das pessoas da aldeia propiciaram o aparecimento desse romance que, algum tempo depois, se tornaria um dos mais famosos em Portugal. Os capнtulos sгo tipicamente folhetinescos: unidades narrativas com peripйcias e final em suspensгo. Й um romance estб cheio de ironias bem humoradas, tornando-o, apesar do moralismo intencional, de leitura mais agradбvel. Como costuma acontecer com escritores romвnticos, Jъlio Dinis tambйm vк o mundo com as lentes do maniqueнsmo.

Author:Juk Dot
Country:Burkina Faso
Language:English (Spanish)
Genre:Medical
Published (Last):13 August 2014
Pages:312
PDF File Size:9.4 Mb
ePub File Size:13.86 Mb
ISBN:298-4-62553-275-7
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Uma aldeia portuguesa do sculo XIX o cenrio ideal para o desenrolar de uma delicada trama: o amor e os desencontros entre as rfs Clara e Guida. Daniel, ainda menino, prepara-se para ingressar no seminrio, mas o reitor descobre seu inocente namoro com a pastorinha Margarida Guida. O pai, Jos das Dornas, decide, ento, envi-lo ao Porto para estudar medicina. Dez anos depois Daniel volta para a aldeia, como mdico homeopata. Margarida, agora professora de crianas, conserva ainda seu amor pelo rapaz.

Ele, no entanto, contaminado pelos costumes da cidade, torna-se um namorador impulsivo e inconstante, e j nem se lembra da pequena pastora.

A esse tempo, Pedro, irmo de Daniel, est noivo de Clara, irm de Margarida. O jovem mdico encanta-se da futura cunhada, iniciando uma tentativa de conquista que poria em risco a harmonia familiar. Clara, inicialmente, incentiva os arroubos do rapaz, mas recua ao perceber a gravidade das conseqncias.

Ansiosa por acabar com impertinente assdio, concede-lhe uma entrevista no jardim de sua casa. Esse encontro o ponto culminante da narrativa: surpreendidos por Pedro, so salvos por Margarida, que toma o lugar da irm.

Rapidamente esses acontecimentos tornam-se um grande escndalo que compromete a reputao de Margarida. Daniel, impressionado com a abnegao da moa, recorda-se, finalmente, do amor da infncia. Apaixonado agora por Guida, procura conquist- la.

No ltimo captulo, depois de muita resistncia e de muito sofrimento, Margarida aceita o amor de Daniel. Escrito numa linguagem que se aproxima do realismo-naturalismo, mas contando uma estria nitidamente romntica, sendo que o foco narrativo o escritor onisciente e onipresente, utilizando, tambm da metalinguagem. Daniel: o segundo filho de Jos das Dornas franzino,volvel e irresponsvel,principalmente em relao as mulheres em tudo diferente do irmo,detesta o trabalho no campo,comea estudando latim e finalmente vai para a cidade de Porto de onde volta muitos anos depois.

Causando antipatias na aldeia com sua fama de conquistador barato. Caractersticas de Daniel: Um moo namorador em meio de seus 23 anos,a cantorias com afeies delicadas ,frgil como sua me. Margarida ou Guida: A irm mais velha de Clara filha do segundas npcias mas no seu pai no sobrevive muito tempo Ao perder seu pai Margarida recebe tratamento cruel de sua madrasta.

Caractersticas de Margarida: Uma moa dcil que representa o papel da bondade a qualquer preo. Clara: Das duas pupilas ela a mais nova,nica herdeira dos pais mortos,filha do segundo casamento,torna-se noiva de Pedro,com quem devera se casar brevemente ,mas se impressiona-se com Daniel quando ele chega do porto. Caractersticas de Clara: Uma moa alegre dada tambm a cantorias um pouco leviana,mas regenerada por algumas das coisas que passava como castigo por sua leviandade.

Pedro: filho de Jos das Dornas em tudo semelhante ao pai robustez,disposio a qual Daniel no tinha, muito apaixonada por Clara e parecido com seu pai dez da fora at a honestidade. Caracterstica: Ingnuo mas alegre dado a cantorias muito ligado a vida no campo,apaixona-se por Clara de quem fica noivo,jovem aldeo cuja pureza ,simplicidade e alegria pela vida e a viso romntica pela existncia rural por volta de seus 27 anos.

E presente, neste caso, o incio da segunda metade do sculo XIX. Toda a ao transcorre em uma aldeia tpica de Portugal. Seus costumes, suas festas, seus valores e personagens. Da estada para tratamento de sade em Ovar, interior de Portugal, so as memrias que o autor utiliza na composio de seu romance.

Os costumes rurais portugueses, incluindo a as maledicncias, as beatas de verniz, mas tambm os valores positivos do agricultor prspero, cuja moral do trabalho Jlio Dinis d como modelo social. O foco narrativo organiza-se atravs de um narrador que conta a histria em terceira pessoa , sem se confundir com nenhum dos personagens, a respeito dos quais tem uma viso onisciente. Assim, conhece-os de forma absoluta, em seu mundo interior e exterior, em suas aes e motivaes ntimas.

A forma didtica como o narrador conduz a leitura da obra, ora descrevendo a interioridade de um personagem, ora se colocando como mero cronista que registra os acontecimentos, caracteriza-o como algum que narra para um tipo especfico de leitor: o leitor de jornal, que l o romance de maneira descontnua e cuja ateno deve ser constantemente alimentada.

O reitor, o lavrador Jos das Dornas e o mdico Joo Semana representam o carter de livro-instrumento do romance para transmitir ao leitor, com seu comportamento exemplar, de sua autoridade moral, de sua interferncia benfica na vida da comunidade, uma viso educativa da tradio como um valor que deve ser preservado e respeitado. O reitor, sua "pupilas" Guida e Clara, os rapazes a quem amam, Pedro e Daniel e Jos das Dornas, pai de ambos, constituem os personagens principais do romance.

Cada par de irmos se caracteriza por apresentar personalidades antagnicas - anttese fundamentada na posio entre razo e emoo: Pedro jovem de robustez adquirida pele trabalho no campo constitui uma pessoa decidida orienta seu pensamento. J seu irmo Daniel por sua vez constitui o avesso de Pedro: desajeitado passional e frgil de corpo conduz-se pela impetuosidade das emoes.

Da mesma forma, isso o mesmo tipo de oposio de carter pode ser notada em relao a Clara, e Margarida que so irms por parte de pai.

Margarida jovem sensata arquiteta sua existncia a partir de pilares slidos tais como a racionalidade e a virtude introspectiva calada,sofre suas decepes sentimentais sem testemunhas maturidade de Margarida.

J Clara o contrario:alegre, extrovertida boa e meiga ela no entanto no possui a maturidade de Margarida ,sendo assim, frequentemente tem problemas decorrentes de suas relaes emocionais.

O romance As Pupilas do Senhor Reitor foi publicado em , tendo sido representado, cinematizado e publicado em folhetins do Jornal do Porto. Com relao as crticas sobre a vida e as obras de Jlio Dinis, Ea de Queirs diz: [ Tal o nosso mal, que este esprito excelente, no ficou popular: A nossa memria fugitiva como a gua, s retm aqueles que vivem ruidosamente: Jlio Dinis viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve.

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As Pupilas do Senhor Reitor (SBT – 1994) Resumo | Personagens | Trilha Sonora

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